Uma pesquisa norte-americana publicada pela revista científica “PLoS One” sugere um novo alvo para a vacina contra a Aids. Segundo cientistas do Instituto do Câncer Dana-Farber, um filamento do HIV chamado em inglês de V3 loop pode ser o alvo ideal para a vacina. Os anticorpos produzidos pelo sistema imunológico que atacam esse filamento conseguem oferecer proteção contra vários subtipos do vírus. Esse é considerado um pré-requisito para qualquer vacina contra AIDS, uma vez que os vírus passam por mutações muito rapidamente. Há hoje milhões de diferentes estirpes agrupadas em diversos subtipos genéticos, ou “clados”. Os cientistas fizeram um anticorpo monoclonal – um preparado de milhões de anticorpos idênticos, retirados de um ser humano positivo para um clado específico do HIV. Em seguida, injetaram os anticorpos em macacos expostos a um clado diferente do vírus. Os pesquisadores já sabiam que os anticorpos se agarrariam a uma porção do V3 loop dos vírus, mas não tinham certeza se isso protegeria os macacos da infecção – o que aconteceu. “Estudos anteriores mostraram que tais anticorpos conseguem proteger macacos da infecção dentro de um clado; mas à medida que mais clados do vírus da Aids evoluem, não estava claro se tais anticorpos poderiam atravessar para diferentes clados e evitar a infecção. Agora temos uma resposta”, afirmou a Dra. Ruth Ruprecht, autora da pesquisa. Para transformar a descoberta numa vacina, os cientistas terão de encontrar uma maneira de focar as respostas do sistema imunológico na pequena parte do V3 loop que é compartilhado por vírus de diferentes clados. Assim, o próprio organismo conseguiria gerar os anticorpos contra o vírus. http://pe360graus.globo.com/noticias/brasil/ciencia/2011/04/01/NWS,531268,3,377,NOTICIAS,766-CIENTISTAS-APONTAM-NOVO-ALVO-VACINA-CONTRA-AIDS.aspx Sexta - 01/04/11 06h59, atualizado em 01/04/11 07h09 Todos os seres vivos precisão viver e dever também respeitar a vida. Por isso, este blog tem por objetivo focar no direito primário de todos os organismos vivo, a vida!
domingo, 3 de abril de 2011
Cientistas apontam novo alvo para a vacina contra a AIDS
Uma pesquisa norte-americana publicada pela revista científica “PLoS One” sugere um novo alvo para a vacina contra a Aids. Segundo cientistas do Instituto do Câncer Dana-Farber, um filamento do HIV chamado em inglês de V3 loop pode ser o alvo ideal para a vacina. Os anticorpos produzidos pelo sistema imunológico que atacam esse filamento conseguem oferecer proteção contra vários subtipos do vírus. Esse é considerado um pré-requisito para qualquer vacina contra AIDS, uma vez que os vírus passam por mutações muito rapidamente. Há hoje milhões de diferentes estirpes agrupadas em diversos subtipos genéticos, ou “clados”. Os cientistas fizeram um anticorpo monoclonal – um preparado de milhões de anticorpos idênticos, retirados de um ser humano positivo para um clado específico do HIV. Em seguida, injetaram os anticorpos em macacos expostos a um clado diferente do vírus. Os pesquisadores já sabiam que os anticorpos se agarrariam a uma porção do V3 loop dos vírus, mas não tinham certeza se isso protegeria os macacos da infecção – o que aconteceu. “Estudos anteriores mostraram que tais anticorpos conseguem proteger macacos da infecção dentro de um clado; mas à medida que mais clados do vírus da Aids evoluem, não estava claro se tais anticorpos poderiam atravessar para diferentes clados e evitar a infecção. Agora temos uma resposta”, afirmou a Dra. Ruth Ruprecht, autora da pesquisa. Para transformar a descoberta numa vacina, os cientistas terão de encontrar uma maneira de focar as respostas do sistema imunológico na pequena parte do V3 loop que é compartilhado por vírus de diferentes clados. Assim, o próprio organismo conseguiria gerar os anticorpos contra o vírus. http://pe360graus.globo.com/noticias/brasil/ciencia/2011/04/01/NWS,531268,3,377,NOTICIAS,766-CIENTISTAS-APONTAM-NOVO-ALVO-VACINA-CONTRA-AIDS.aspx Sexta - 01/04/11 06h59, atualizado em 01/04/11 07h09 sexta-feira, 1 de abril de 2011
UFPE dá passo importante na luta contra a Aids
Pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em parceria com especialistas de outras universidades brasileiras, deram um passo importante na luta dos cientistas contra a Aids. Eles criaram um sistema para identificar os pacientes mais resistentes ao vírus HIV, o que pode levar ao desenvolvimento de uma vacina terapêutica para os pacientes infectados. Os pesquisadores já são conhecidos na comunidade científica internacional por outras descobertas. Em maio passado, eles anunciaram a criação do HIV artificial para ajudar nas pesquisas. O trabalho é em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade de São Paulo (USP). Desta vez, eles criaram um marcador genético a partir de uma proteína presente nas células de defesa, chamada NALP. A quantidade desta proteína está associada à maior ou menor resistência do sistema imunológico ao vírus da Aids. “A pessoa que tem a proteína consegue se defender muito bem do HIV porque esta proteína NALP tem a capacidade de reconhecer o vírus. Quem não tem essa proteína tem maior risco de ser infectado pelo vírus, mesmo porque, não tem capacidade de reconhecer o vírus e chamar a atenção para destruir o vírus”, afirma Sérgio Crovella (foto 2), professor de genética da UFPE. A descoberta do marcador genético a partir da proteína NALP nas células de defesa ou células dendríticas vai ajudar a definir os critérios de seleção dos pacientes que poderão tomar a vacina terapêutica. Apesar da descoberta, o médico e pesquisador Luiz Cláudio Arraes (foto 3) alerta que o caminho ainda é longo para a vacina chegar aos pacientes. “No mínimo cinco anos, não antes disso. Antes: depende de vários fatores, depende do tempo científico, depende também de outros fatores circunstanciais.” O grupo da Universidade Federal de Pernambuco já trabalha há dez anos na pesquisa de uma vacina terapêutica para os pacientes portadores do vírus HIV. A medicação não serve para prevenir a doença, mas para tratar os doentes. Na primeira fase, 18 pacientes tomaram a vacina. Metade deles teve a carga reduzida a quase zero. A nova está sendo festejada pelos pesquisadores. “É um passo importante, um novo marcador, uma nova proteína no nosso longo caminho pra chegar até a vacina final, digamos, o novo marcador para melhor a qualidade da vacina”, destaca Crovella. http://pe360graus.globo.com/noticias/cidades/saude/2011/02/22/NWS,529555,4,62,NOTICIAS,766-UFPE-IMPORTANTE-LUTA-CONTRA-AIDS.aspxsexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Transplante de medula cura paciente com Aids

Um americano de 42 anos parece ter sido o primeiro caso de cura da Aids desde o início da epidemia que, só no ano passado, matou 1,8 milhão no mundo, segundo a OMS. Timothy Ray Brown, que além do HIV tinha leucemia, foi submetido a um transplante de medula óssea em 2007. Desde então, o americano não tem nenhum sinal de que um dia teve Aids.
“Mais de três anos após o transplante, o paciente não tem HIV no sangue e nem mesmo os anticorpos para o vírus. É como se ele nunca tivesse Aids”, explica o médico Érico Arruda, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia.
No transplante, realizado em 2007, Timothy recebeu células-tronco de um doador que tem uma mutação genética que o torna resistente ao vírus. Quando a medula implantada passou a funcionar e produzir as células sanguíneas no organismo de Timothy, ele passou a ter a mesma resistência ao HIV.
“As células de defesa do doador não tinham um receptor CCR5, que permite que o HIV entre nas células. Após o transplante, o paciente passou a ter a mesma condição. Mesmo sem tomar medicação contra o HIV, o vírus não voltou. É um sinal de que provavelmente ele está curado e isso pode apontar caminhos importantes”, diz Érico.
Assessor do Ministério da Saúde, Ronaldo Hallal diz que o caso do “paciente de Berilm”, como Timothy é conhecido, “sinaliza uma possibilidade futura, mas é preciso tempo” para assegurar que houve a cura. Cientistas estão otimistas, mas lembram que a técnica não pode ser usada em massa devido a dificuldades — como ter doadores compatíveis e imunes, além do risco do transplante.
Notícia levou esperança a pacientes soropositivos
A possibilidade de cura da Aids — ainda que sem prazo definido — aumentou as esperanças de portadores da doença. O ativista Cazu Barroz, que convive com o HIV há 21 anos, acredita que a experiência pode significar mais um avanço para que pesquisadores concentrem-se em encontrar não só a cura para o HIV, mas uma forma de minimizar os danos da doença.
“Li profundamente esse estudo e fiquei feliz com as conclusões, apesar de ainda serem necessários mais estudos. Esses avanços científicos fazem com que eu acredite que em 10 anos tenhamos medicamentos que possam, pelo menos, tornar a Aids uma doença crônica”.
A coordenadora do grupo Pela Vidda, Mara Moreira, comemorou a notícia, mas ressaltou que é preciso ter cautela.
“As pessoas não podem banalizar a doença, achar que tem cura e parar de se prevenir. Vemos esse anúncio dos cientistas com muita cautela. Por enquanto, a única arma eficiente e segura que temos é o preservativo. O resto ainda está em fase de estudos”, afirmou Mara.
Antirretrovirais diminuem em até 44% o risco de contaminação do HIV entre gays
por Redação MundoMais
Medicamento antirretroviral diminui em até 44% o risco de contágio ESTADOS UNIDOS – Pesquisa realizada pelo Instituto Nacional Americano de Alergias e Doenças Infecciosas (Niaid), mostra que o uso de antirretrovirais diminui em até 44% o risco de contaminação do vírus HIV entre os homens que fazem sexo com homens.
Publicado ontem, 23, no New England Journal of Medicine, o resultado do tratamento consiste na mistura de outros medicamentos (antirretrovirais) no tratamento. Desta forma, foram utilizadas as combinações do emtricitabine (200 mg) e do tenofovir (300 mg), formando o antirretroviral chamado Truvada.
Além do Truvada, os pesquisadores utilizaram um placebo (medicamento sem efeito) no estudo clínico que envolveu 2.499 homens. Entre eles, 29 eram transexuais masculinos, que não estavam infectados pelo HIV. Do total dos voluntários, cem deles se contaminaram com o vírus, pois não fizeram uso de preservativos.
Voluntários – Dos 1.251 que tomaram o Truvada via oral diariamente, 36 foram infectados. Já dos 1.248 voluntários que receberam placebo, 64 deles se infectaram. Segundo os pesquisadores Robert Gran, do Instituto Gladstyone de Virologia e Imunologia de San Francisco (EUA), e Javier Lama, este do Investigações Médicas em Saúde de Lima (Peru), os resultados demonstram uma redução de infecção em 43,8%.
Os voluntários eram do Brasil, África do Sul, Tailândia, Peru, Equador, e Estados Unidos, e tinham entre 18 e 67 anos. A pesquisa foi feita entre julho de 2007 e dezembro de 2009. Os pesquisadores informaram também que os efeitos colaterais são poucos no início da medicação e que os voluntários recebiam orientações sobre prevenção do HIV com uso de preservativos durante os 2,8 anos da pesquisa.
Nas mulheres – De acordo com os pesquisadores, os resultados são bastante animadores e mostram um avanço no combate ao HIV nos últimos 18 meses. Antes disso, há a vacina experimental usada na Tailândia, que diminuiu um pouco os riscos de infecção, e o uso de gel vaginal microbicida nas mulheres da África, que reduziu em 39% o contágio do vírus HIV.
sábado, 11 de dezembro de 2010
Homossexualidade sob um contexto histórico social
Se partirmos de princípio tão frágil, como justificar a prática de sexo anal entre heterossexuais? E o sexo oral? E o beijo na boca? Deus não teria criado a boca para comer e a língua para articular palavras? Se a homossexualidade fosse apenas uma perversão humana, não seria encontrada em outros animais. Desde o início do século 20, no entanto, ela tem sido descrita em grande variedade de invertebrados e em vertebrados, como répteis, pássaros e mamíferos.
Em alguma fase da vida de virtualmente todas as espécies de pássaros, ocorrem interações homossexuais que, pelo menos entre os machos, ocasionalmente terminam em orgasmo e ejaculação. Comportamento homossexual foi documentado em fêmeas e machos de ao menos 71 espécies de mamíferos, incluindo ratos, camundongos, hamsters, cobaias, coelhos, porcos-espinhos, cães, gatos, cabritos, gado, porcos, antílopes, carneiros, macacos e até leões, os reis da selva.
A homossexualidade entre primatas não humanos está fartamente documentada na literatura científica. Já em 1914, Hamilton publicou no "Journal of Animal Behaviour" um estudo sobre as tendências sexuais em macacos e babuínos, no qual descreveu intercursos com contato vaginal entre as fêmeas e penetração anal entre os machos dessas espécies. Em 1917, Kempf relatou observações semelhantes. Masturbação mútua e penetração anal estão no repertório sexual de todos os primatas já estudados, inclusive bonobos e chimpanzés, nossos parentes mais próximos.
Considerar contra a natureza as práticas homossexuais da espécie humana é ignorar todo o conhecimento adquirido pelos etologistas em mais de um século de pesquisas. Os que se sentem pessoalmente ofendidos pela existência de homossexuais talvez imaginem que eles escolheram pertencer a essa minoria por mero capricho. Quer dizer, num belo dia, pensaram: eu poderia ser heterossexual, mas, como sou sem-vergonha, prefiro me relacionar com pessoas do mesmo sexo.
Não sejamos ridículos; quem escolheria a homossexualidade se pudesse ser como a maioria dominante? Se a vida já é dura para os heterossexuais, imagine para os outros. A sexualidade não admite opções, simplesmente se impõe. Podemos controlar nosso comportamento; o desejo, jamais. O desejo brota da alma humana, indomável como a água que despenca da cachoeira.
Mais antiga do que a roda, a homossexualidade é tão legítima e inevitável quanto à heterossexualidade. Reprimi-la é ato de violência que deve ser punido de forma exemplar, como alguns países o fazem com o racismo. Os que se sentem ultrajados pela presença de homossexuais que procurem no âmago das próprias inclinações sexuais as razões para justificar o ultraje. Ao contrário dos conturbados e inseguros, mulheres e homens em paz com a sexualidade pessoal aceitam a alheia com respeito e naturalidade.
Negar a pessoas do mesmo sexo permissão para viverem em uniões estáveis com os mesmos direitos das uniões heterossexuais é uma imposição abusiva que vai contra os princípios mais elementares de justiça social. Os pastores de almas que se opõem ao casamento entre homossexuais têm o direito de recomendar a seus rebanhos que não o façam, mas não podem ser nazistas a ponto de pretender impor sua vontade aos mais esclarecidos.
Afinal, caro leitor, a menos que suas noites sejam atormentadas por fantasias sexuais inconfessáveis, que diferença faz se a colega de escritório é apaixonada por uma mulher? Se o vizinho dorme com outro homem? Se, ao morrer, o apartamento dele será herdado por um sobrinho ou pelo companheiro com quem viveu por 30 anos?
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Diário de um Drogado
Fonte: Ser Feliz é Ser Livre
O consumo de ervas alucinógenas remonta desde eras imemoriais, onde ela era usada para cultuar divindades nas quais seus seguidores tinham que estar entorpecidos para alcançar um estado de graça. O tempo evoluiu, mas o consumo das drogas não mudou assim bruscamente. Na Índia, há mais de 2.000 anos, ela era utilizada para encorajar tropas a combaterem destemidamente os seus adversários até a morte. Nas civilizações pré-colombianas, ela também era usada para fins medicinais e religiosos. Em todos esses períodos ela era vista como algo transcendente que levava os indivíduos para outra realidade. Por tudo isso, em muitos momentos ela era considerada como a própria personificação de um ser divino, algo sobrenatural.
A sensação de fuga da realidade continua, mas o que mudou foi o perfil dos seus usuários. Não há mais aquela adoração por divindades e o seu manuseio está restrito a grandes laboratórios controlados por leis rígidas. Todo esse aparato legal, no entanto, não impediu que o homem burlasse todas as normas para continuar degustando dos prazeres que as drogas proporcionam. Isto porque a comercialização ilegal empurrou as drogas para a vala da criminalização, na qual todos aqueles que a consumem são classificados como transgressores sociais. Falar sobre elas, portanto, é enfrentar um arsenal de preconceitos e de opiniões controversas, muitas vezes propagadas por ecos de inverdades.
Dividido por essa linha tênue entre o certo e o errado, o que pode e o que não pode, entre o mito e a verdade, eu resolvi entrevistar um usuário de drogas, para que ele me ratificasse algumas informações, ou retificasse aquelas que eu desconhecia. O seu nome verdadeiro não será especificado, porém usaremos um fictício para nortear a entrevista. Chamaremos de “José”. Ele é estudante universitário, do curso de história, e gentilmente concordou em tirar as minhas dúvidas sobre esse assunto:
Eu: Você consegue usar drogas todos os dias?
José: SIM
Eu: Como?
José: Para mim virou algo rotineiro, como comer e tomar água. Algo vital.
Eu: Quantas vezes você usa drogas por dia, semana e mês?
José: Eu uso apenas maconha e costumo comprar cerca de 500g dela por mês e a divido em três porções diárias.
Eu: Qual é o efeito que ela lhe causa?
José: Sinto uma sensação de prazer indescritível, uma leve percepção de bem-estar, leveza. Em contrapartida sinto uma aura de letargia, com movimentos lentos e limitados.
Eu: No meio de todo esse frisson, como você consegue assistir as aulas da faculdade e, sobretudo absorver o que está sendo apresentado?
José: A pesar da sensação letárgica, há uma amplitude na questão do aprendizado. Parece que os conceitos, teorias são melhores assimilados pelo cérebro.
Eu: Em sua opinião, é verdade que as pessoas que iniciam usando maconha SEMPRE procuram drogas mais fortes?
José: Não. Isso é uma questão do perfil de cada usuário. Quem usa maconha procura um tipo de sensação especifica. Do mesmo modo, quem usa cocaína procura essa mesma sensação sendo que mais forte e duradoura. O que vai variando de acordo com cada usuário. Isso é muito relativo.
Eu: Ainda sob o seu ponto de vista, é verdade que os usuários SEMPRE roubam por estarem sob efeito de drogas?
José: Não. Apesar do entorpecimento que ela me causa, eu consigo perceber a realidade a minha volta. Fico ciente de tudo o que está acontecendo. O que ocorre é uma questão social, uma vez que muitas pessoas não conseguem manter o seu vício e optam por roubar.
Eu: Você conseguiria parar de usar maconha se quisesse?
José: Após alguns segundo de reflexão ele disse que sim.
Eu: Você, em algum momento da vida, precisou de um acompanhamento profissional?
José: Não. Os médicos não têm o conhecimento necessário para entender o real efeito que a droga causa no nosso organismo.
Eu: Você é a favor da Liberalização da maconha? Por quê?
José: Sim. Acredito que só a legalização da maconha impedirá o crescimento da marginalização na sociedade, visto que temos que ir a locais escusos (morros, favelas) para conseguir comprar a droga. Com isso, estamos alimentando a manutenção do tráfico de drogas que, consequentemente financia outros problemas que assolam a sociedade.
Eu: Então, em sua opinião, como a sociedade reagiria hoje, se a maconha fosse legalizada? Ela está preparada para isso?
José: Infelizmente a sociedade não está plenamente preparada, pois acham que o individuo que usa drogas não tem mais cura. Com isso, acaba gerando os atuais problemas ligados a marginalização. O que falta é uma conscientização mais abalizada sobre esse assunto, para tentar desconstruir alguns mitos que insistem em segregar os usuários das pessoas “normais”.
Conceituar os malefícios que as drogas acarretam sob o prisma do juízo comum é limitar a extensão da problemática que envolve esse tema. Isto porque, é muito natural ouvirmos opiniões taxativas e, sobretudo pejorativas, no intuito de classificar o seu efeito como unicamente nocivo, o que na medicina não há uma informação precisa que confirme isso. Evidentemente que o seu uso exacerbado, como qualquer outra coisa, poderá causar possíveis danos, de acordo com freqüência e o modo.
Dessa forma, a entrevista concedida por esse rapaz serviu não somente para elevar a droga para um patamar benéfico, mas para esclarecer que em cada pessoa ela funciona de uma maneira diferente. Eu, particularmente, não sou a favor da legalização da maconha, pois penso que o Brasil não tem uma estrutura cultural para abarcar a liberalidade desse entorpecente. Enquanto não ampliarmos as mentes das pessoas para uma discussão mais aprofundada sobre essa temática, dificilmente chegaremos a um denominador comum.
Mesmo assim, deixo claro que a idéia central da entrevista, bem como do texto que a segue, não tem como intuito persuadir ou fazer apologia ao uso de quaisquer drogas. Apenas quis mostrar a opinião do outrem sob uma perspectiva menos marginalizada. Em nenhum momento desconsidero os males que o uso excessivo das drogas possa acarretar, pois infelizmente eles existem e estão fazendo a suas vitimas.
O EFEITO DO ÁLCOOL NA ANTISSEPSIA
O álcool para ter seu potencial melhor aproveitado na antissepsia precisa ter exatamente 30% de água e o álcool comum possui cerca...
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