quarta-feira, 23 de março de 2016

Classificação da Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP)

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A Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) representa o Grupo 1 do sistema de classificação clínico da Hipertensão Pulmonar (HP) da OMS (revisão 2003, Veneza) e é um de cinco grupos. Os grupos são divididos de acordo com a etiologia.

Grupo I.
Hipertensão arterial pulmonar (HAP)

·         Idiopática (HAPI)
·         Familiar (HAPF)
·         Associada a (HAPA):
o    Doenças do tecido conjuntivo
o    Shunts congénitos sistémicos-pulmonares
o    Hipertensão portal
o    Infecção pelo VIH
o    Fármacos e toxinas
o    Outras (doenças da tiroide, doenças de depósito de glicogénio, doença de Gaucher, telangiectasia hemorrágica hereditária, hemoglobinopatias, doenças mieloproliferativas, esplenectomia)
·         Associada a envolvimento capilar ou venoso significativo
o    Doença veno-oclusiva pulmonar (DVOP)
o    Hemoangiomatose capilar pulmonar (HCP)
·         Hipertensão pulmonar resistente no recém-nascido (HPRR)
Grupo II.
Hipertensão pulmonar associada a doenças do coração esquerdo
Grupo III.
Hipertensão pulmonar associada a doenças respiratórias e/ou hipoxemia (incluindo doença pulmonar obstrutiva crónica)
Grupo IV.
Hipertensão pulmonar devida a doença crónica trombótica e/ou embólica
Grupo V.
Grupo miscelânio

·         ex. sarcoidose, histiocitose X e linfangiomatose

A Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) idiopática (HAPI), que, por definição não tem uma causa subjacente identificável, é um dos tipos mais frequentes de Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP). A HAP familiar (HAPF) representa, pelo menos, 6 % dos casos de HAPI e, na maioria dos casos de HAPF, foram identificadas mutações no receptor 2 de proteínas morfogenéticas do osso (BMPR2).

A Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) também pode ser associada a diversas condições (Hipertensão Arterial Pulmonar Associada – HAPA), que, todas juntas representam a maioria dos outros casos de Hipertensão Arterial pulmonar (HAP). Estas condições incluem:


1.
Doenças do Tecido Conjuntivo

·                     Incluindo esclerose sistémica (esclerodermia) e lúpus eritematoso sistémico (LES)
2.
Doença Cardíaca Congénita

·         Incluindo síndroma de Eisenmenger
3.
Infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH)
4.
Anemia das células falciformes

A Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) é também um efeito indesejável raro de alguns agentes anorexígenos, tais como a fenfluramina e a dexfenfluramina. No entanto, a incidência de Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) induzida por fármacos está a diminuir uma vez que estes agentes já não estão disponíveis.

1. Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) associada a doença do tecido conjuntivo

A Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) é uma complicação já bem conhecida de doenças do tecido conjuntivo tais como esclerose sistémica e LES e nos doentes afetados pode também ocorrer em associação com doença pulmonar intersticial. A prevalência da Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) em doentes com doença do tecido conjuntivo foi relatada como sendo de até 38%, e nos doentes com esclerose sistémica as complicações pulmonares, tais como doença pulmonar intersticial e a Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP), são agora as causas principais de morte. Os doentes com Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) associada à esclerose sistémica têm um prognóstico particularmente mau em comparação com os doentes com esclerose sistémica sem Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP).

2. Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) associada a doença cardíaca congénita

A doença cardíaca congénita é relativamente frequente, afetando cerca de 1 % da população. Desta população 10% irão desenvolver Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP). A forma mais grave de Hipertensão Arterial pulmonar (HAP), tal como determinado pelo nível de resistência vascular pulmonar, é a síndroma de Eisenmenger, que está associada com a reversão de um shunt esquerda-direita inicial causando cianose e capacidade de exercício limitada.

3. Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) associada a infecção pelo HIV

A Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) é uma complicação rara da infecção pelo HIV (prevalência estimada em doentes com HIV: 0,5%) mas relativamente bem documentada. Com a terapia antirretroviral altamente ativa (HAART) e o aumento acentuado da sobrevivência, a importância da Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) e de outras manifestações não infecciosas da infecção pelo HIV como responsáveis pela morbilidade e mau prognóstico associado ao HIV está a aumentar. Nos doentes com HIV, a glicoproteína GP120 envelope do HIV-1 pode estimular a produção de endotelina pelos macrófagos. A Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) associada ao HIV é semelhante à HAPI e parece ser independente do grau de imunossupressão.

4. Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) associada à anemia das células falciformes


A prevalência da Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) em doentes com anemia das células falciformes é de 20%-40%.

Visualizado em: HAP

O que você precisa saber sobre a aids


O que é HIV

Causador da aids, HIV significa vírus da imunodeficiência humana. Recebe esse nome, pois destrói o sistema imunológico.

O que é aids
Aids é a Síndrome da Imunodeficiência Humana. A aids se caracteriza pelo enfraquecimento do sistema de defesa do corpo e pelo aparecimento das doenças oportunistas.

Como se pega o HIV?

• Fazendo sexo sem camisinha (oral, vaginal ou anal);
• Compartilhando agulhas e seringas contaminadas;
• Da mãe para o bebê durante a gravidez, na hora do parto e/ou amamentação.

É possível viver bem com a aids

Atualmente, existem os medicamentos antirretrovirais - coquetéis antiaids que aumentam a sobrevida dos soropositivos. É fundamental seguir todas as recomendações médicas e tomar o medicamento conforme a prescrição. É o que os médicos chamam de adesão, ou seja, aderir ao tratamento. Há, também, outras atitudes que oferecem qualidade de vida, como praticar exercícios e ter uma alimentação equilibrada. Quem tem HIV namora, beija na boca e transa, assim como todo mundo. Mas não se esqueça de usar camisinha sempre.


Como sei se tenho HIV?

Basta fazer um dos testes existentes para diagnosticar a doença. Eles são gratuitos e seu resultado é seguro e sigiloso. É realizado a partir da coleta de sangue. Se der negativo, a pessoa não foi infectada pelo vírus. Mas os pacientes que tiverem o resultado positivo devem fazer acompanhamento médico.

Como é o tratamento?
O tratamento inclui acompanhamento periódico com profissionais de saúde e a realização exames. A pessoa só vai começar a tomar os medicamentos antirretrovirais quando exames clínicos e de laboratório indicarem a necessidade. Esses remédios buscam manter o HIV sob controle o maior tempo possível. A medicação diminui a multiplicação do HIV no corpo, recupera as defesas do organismo e, consequentemente, aumenta a qualidade de vida do soropositivo. Para que o tratamento dê certo, o soropositivo não pode se esquecer de tomar os remédios ou abandoná-los. O vírus pode criar resistência e, com isso, as opções de medicamentos diminuem. A adesão ao tratamento é fundamental para a qualidade de vida.
Mesmo em tratamento, a pessoa com aids pode e deve levar uma vida normal, sem abandonar a sua vida afetiva e social. Ela deve trabalhar, namorar, beijar na boca, transar (com camisinha), passear, se divertir e fazer amigos. E, lembre-se, o tratamento está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) e é um direito de todos.


Que outros cuidados são necessários?

Usar camisinha em todas as relações sexuais evita a reinfecção por vírus já resistente aos medicamentos. E a reinfecção traz complicações sérias para a saúde. Além disso, a camisinha protege de outras doenças sexualmente transmissíveis (DST), como hepatite e sífilis. O soropositivo precisa ter uma alimentação equilibrada e praticar atividades físicas. Isso previne complicações futuras e melhora as defesas do organismo.


Onde buscar apoio?

Serviços de Saúde
Os Serviços de Atenção Especializada (SAE) são os locais mais indicados para obter as informações sobre HIVe aids, sua condição de saúde, o tratamento e os novos cuidados necessários. Encontre o SAE mais próximo de sua casa.
• Você tem o direito de tirar todas as dúvidas. Não volte para casa com preocupações.
• Sempre converse com um profissional, quando perceber alterações das suas condições de saúde.
• Procure não faltar às consultas. Se estiver tomando medicação, lembre de sempre tomá-la corretamente.
• Não tome medicamentos sem orientação, nem mesmo os mais comuns ou os remédios naturais.

Família e amigos

Busque apoio da sua família e dos amigos. Identifique aqueles em que você mais confia para conversar sobre sua nova condição. Não se isole.
Grupos de apoio
Procure conversar e trocar informações com outras pessoas que vivem e convivem com HIV e aids. É uma boa forma de aprender com as experiências dos outros e, principalmente, de fazer novos amigos.

Direitos do soropositivo

Atendimento, tratamento e medicamento gratuitos
O Sistema Único de Saúde garante o tratamento, o acesso aos medicamentos e a realização dos exames médicos necessários ao diagnóstico a todos os residentes no Brasil.
Sigilo sobre a sua condição sorológica
Em respeito à intimidade e à privacidade, nenhuma pessoa pode divulgar quem tem HIV/aids sem prévia autorização, mesmo os profissionais de saúde.
Queda da obrigatoriedade do exame de aids no teste admissional
As empresas não podem mais obrigar um profissional a fazer o teste de detecção de aids ao começar em um novo emprego.
Permanecer no trabalho
Nenhum empregador pode demitir o empregado apenas por ter HIV. A demissão por discriminação pode gerar ação trabalhista para que o trabalhador seja reintegrado. Se, além disso, a demissão for constrangedora, o trabalhador pode requerer indenização por danos morais.
Valores do PIS/PASEP e FGTS
O soropositivo tem o direito de efetuar o levantamento do FGTS e do PIS/PASEP, independentemente de rescisão contratual ou de comunicação à empresa.
Benefício de prestação continuada
Toda pessoa com aids que esteja incapacitada para o trabalho e com renda familiar inferior a 1/4 do salário mínimo tem direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago pelo Governo Federal.
Isenção do pagamento de IR
Portadores de doenças crônicas, inclusive a aids, têm direito à isenção do pagamento de imposto de renda, quando receber proventos de aposentadoria, reforma por acidente em serviço e pensão.

Ninguém deve sofrer discriminação por viver com HIV/aids
Caso isso aconteça, recomenda-se ir à delegacia de polícia e fazer um boletim de ocorrência ou ir à defensoria pública ou outro órgão de proteção de direitos, como a OAB, por exemplo.

Visualizado em: Brasil

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Bebida alcoólica corta o efeito dos analgésicos? Veja mitos e verdades

 
 
Tomar analgésico e beber mais tarde corta o efeito do remédio. MITO: O álcool não interfere na ação dos analgésicos. O que ocorre é que, por ter um efeito diurético, o álcool faz o organismo excretar mais rapidamente os medicamentos. O efeito parece reduzido porque o organismo já eliminou o medicamento. "O uso de bebida alcoólica intervém no processamento hepático, o que pode acelerar o metabolismo dos analgésicos e assim interferir diretamente no tempo de duração desses fármacos. Porém não se pode dizer que corta o efeito", explica o médico anestesiologista Erick Curi.
 
Tratar dores de cabeça e musculares com analgésicos é uma prática comum, uma vez que para adquirir os do tipo não narcótico (dipirona, paracetamol e ácido acetilsalicílico) não é preciso ter receita, mas os médicos alertam para os perigos da ingestão descontrolada destes medicamentos, que pode causar doenças e até matar.
 
Segundo especialistas ouvidos pelo UOL, tomar analgésicos constantemente pode causar lesões no fígado e nos rins, além do risco de provocar gastrite, úlcera ou mesmo uma hepatite medicamentosa. "Todo mundo generaliza que grávidas podem tomar paracetamol à vontade. Mas nenhuma pessoa de qualquer idade deve usar analgésicos de forma regular", diz o neurologista Abouch Krymchantowski, diretor do Centro de Avaliação e Tratamento da Dor de Cabeça do Rio de Janeiro.
 
Algumas pessoas acreditam que as bebidas alcoólicas cortam o efeito dos medicamentos, no entanto o álcool não interfere na ação dos remédios. O que ocorre é que, por ter um efeito diurético, o álcool faz o organismo excretar mais rapidamente os analgésicos, interferindo na duração da ação desses fármacos.
 
Outro mito sobre a combinação de bebidas alcoólicas e analgésicos é que a mistura causaria um efeito semelhante ao uso de entorpecentes. "O álcool tem uma potente ação sobre o nosso sistema nervoso. A ingestão de bebidas alcoólicas altera a percepção do indivíduo a vários estímulos, entre eles o estímulo doloroso. Assim, ocorre uma falsa impressão de potencialização do efeito dos analgésicos", afirma o médico anestesiologista Erick Curi, diretor administrativo da Sociedade Brasileira de Anestesiologia.
 
A cafeína, um estimulante do sistema nervoso, está presente em diversos analgésicos por contribuir para a melhora das dores de cabeça, mas a ingestão dos medicamentos não é recomendada com uma xícara de café. "O excesso de cafeína no organismo pode provocar taquicardia e até uma piora da dor", afirma a neurologista Carla Jevoux, membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia.
 
Segundo a neurologista, o uso de analgésicos para tratar dores de cabeça constantes pode torná-las ainda piores. A médica explica que o aumento dessas substâncias faz com que o corpo fique mais vulnerável aos estímulos que provocam dores, como o abuso de luminosidade ou a falta de sono. Como resultado, o paciente pode adquirir uma doença chamada "cefaleia por excesso de medicação", diz a médica.
Por: Bia Souza.

Por que temos mais pelos em certas partes do corpo?

 

A pergunta já deixou muito cientista de cabelo em pé: por que nos seres humanos, ao longo da evolução, a maior parte dos pelos do corpo permaneceu em certos lugares, como cabeça, tórax (no caso dos homens), axilas e partes íntimas?
 
"O crescimento capilar nos humanos é reduzido, comparado com o de outros mamíferos, de tal forma que somos chamados de macacos nus'", comenta a dermatologista Tatiana Steiner, assessora do departamento de cabelos e unhas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
Como e quando, exatamente, nossos ancestrais começaram a perder pelos em certas partes do corpo ainda é algo em estudo. Mas, segundo as teorias mais recentes dos biólogos evolucionistas, o principal culpado foi uma forte mudança climática, há cerca de 3 milhões de anos.
 
No livro "Apes and Human Evolution" (Macacos e evolução humana, em tradução livre), lançado no ano passado (ainda sem lançamento no Brasil), o professor de antropologia Russell Tuttle, da Universidade de Chicago (EUA), conta que o resfriamento global secou as florestas da África Central, onde viviam os primeiros hominídeos, transformando tudo em grandes pastagens. A penugem farta, que servia de proteção para coletar frutas, sementes e tubérculos no meio de troncos e árvores, deixou de ter serventia.
 
Além disso, no calor da savana, sair para caçar com todos aqueles pelos passou a se tornar um fardo. Só quem tinha uma cobertura menor conseguia ir atrás de carne durante o dia, enquanto outros predadores descansavam na sombra.
 
Sem se aprofundar nas teorias evolucionistas, a dermatologista concorda que o crescimento capilar tem importante função na termorregulação. Em outras palavras, corpos "despelados" que suam são mais eficientes para deixar o calor sair do que animais com pelos fartos, que não usam roupas. Então por que certas partes continuaram cabeludas no ser humano?
"O cabelo também funciona como uma barreira física (protetora) e tem participação na comunicação sexual e social", explica Steiner. Ou seja: os cílios protegem os olhos de boa parte da poeira, enquanto as sobrancelhas contêm o suor que escorre pela testa e o cabelo oferece certa proteção contra a incidência direta do sol.
 
E os malditos pelos que teimam em crescer nas axilas, no tórax e na virilha, fazendo tanta gente (inclusive homens) recorrerem à lâmina, cera ou laser? É onde o sexo entra na história. "O aparecimento dos pelos pubianos e nas axilas são sinais da puberdade em ambos os sexos, e as glândulas anexas produzem secreção e odor específico relacionados com a resposta sexual", diz a dermatologista.
 
No caso da região genital, também existe a hipótese de que os pelos grossos tenham função protetora -- daí muita gente questionar se é bom, para as mulheres, deixar a região exposta. "É possível que, evolutivamente, com a tendência de as mulheres realizarem a depilação cada vez mais constante e de forma ampla, que esses pelos tendam a diminuir", imagina a médica, enfatizando que se trata apenas de uma suposição. 

Em quase todo lugar

Os fios (pelos e cabelos) são derivados proteicos de folículos distribuídos por quase toda a superfície do corpo. Eles podem ser minúsculos e finos (lanugos) ou grossos e fortes (terminais), dependendo do local e da função.
 
No ser humano, as únicas partes sem pelos são as palmas das mãos, as plantas dos pés, os lábios, a glande e a haste do pênis, os leitos das unhas e as áreas laterais dos dedos das mãos e dos pés.
A ausência de pelos nessas partes do corpo provavelmente tem origem evolutiva --  o atrito constante provavelmente fez com que os folículos fossem sumindo nessas regiões --, embora não haja relatos científicos que discutam o assunto com muita profundidade.

Hormônios

Os hormônios andrógenos são os principais responsáveis pela regulação do crescimento capilar, embora outros, como o da tireoide e a prolactina, também tenham seu papel. É por isso que homens têm mais pelos, assim como mulheres com alterações na produção de hormônios.
"Em geral, em termos individuais, o número e a distribuição dos folículos pilosos são determinados geneticamente", relata a dermatologista Tatiana Steiner. Vale ressaltar que o homem possui uma pele mais grossa, oleosa e densa.
 
A embriogênese (processo pelo qual o embrião é formado e se desenvolve) é que determina o número total de folículos pilosos em cada indivíduo ao longo de sua vida. Em média, cada ser humano possui cerca de 2 milhões deles. "Uma falha pode levar a uma densidade anormalmente baixa na formação dos folículos pilosos de forma geral ou em regiões específicas do corpo", avisa Steiner.
No couro cabeludo, a quantidade de folículos pilosos é de cerca de 100 mil a 150 mil fios, que seguem um ciclo de renovação no qual aproximadamente de 70 a cem fios caiam por dia para mais tarde darem origem a novos pelos.
 
Número estimado de folículos pilosos na pele por região do corpo:

Couro cabeludo: 1 milhão
Tronco: 425 mil
Braços: 220 mil
Pernas: 370 mil
Total aproximado: 2 milhões
Esse ciclo de renovação apresenta três fases: a anágena (ou fase de crescimento), que dura cerca de dois a cinco anos; a catágena (fase de interrupção do crescimento), que dura cerca de três semanas; e a telógena (de queda), que dura cerca de três a quatro meses.
 
Se genes e hormônios determinam o surgimento e os ciclos dos fios, também são esses os dois principais fatores que predispõem os indivíduos -- em especial do sexo masculino -- à calvície. Entretanto alguns vícios típicos dos humanos modernos, como estresse, falta de sono e excesso de produtos químicos, vieram agravar o problema. E, enquanto uns sofrem com pelos em excesso no rosto ou na virilha, outros fariam qualquer coisa para não ter o couro cabeludo tão exposto.
 

terça-feira, 2 de junho de 2015

Viagra endurece células com ovos de Malária.



viagra
 
Caso essa informação seja útil, anota aí: Viagra tem outros benefícios que não sexuais, o remédio também pode ajudar na prevenção contra malária.
Antes de contar sobre a descoberta, vale lembrar como funciona o ciclo desses parasitas. Primeiro, a fêmea infectada deposita os ovos na corrente sanguínea humana. O baço filtra o sangue, mas deixa passar os glóbulos vermelhos que carregam os ovos. Quando amadurecem, os parasitas migram para o fígado. É nessa fase que os sintomas da doença começam a aparecer. Se outro mosquito picar alguém infectado, ele também vai contrair os ovos e repassá-los às próximas vítimas.
O que os cientistas da Universidade Paris Descartes e da Escola de Londres de Higiene e Medicina Tropical descobriram é que o Viagra consegue por fim a este ciclo. Eles simularam no laboratório a ação de um baço humano infectado. Ao receber doses de Viagra, os glóbulos vermelhos com os ovos de malária começaram a endurecer. E isso impede novos mosquitos de sugarem essas células duras – e cheias de futuros parasitas da doença.
Moral da história: Viagra funciona mesmo. Endurece até células com ovos de malária. He he
 
 
Por:        
 

domingo, 26 de abril de 2015

Cientistas chineses editaram DNA de embriões humanos. Não deu certo.

Cientistas chineses editaram DNA de embriões humanos. Não deu certo.


Assim como na história de Mary Shelley, o propósito era nobre. A equipe liderada por Junjiu Huang, da Universidade Sun Yat-Sen em Guangzhou queria consertar um gene defeituoso, causador da talassemia beta, uma forma potencialmente letal de anemia. Usando a enzima CRISPR/Cas9, que já havia sido testada em ratos, eles tentaram substituir o trecho defeituoso – o gene HBB – por um saudável.
Os chineses usaram embriões descartados por clínicas de fertilidade. Por questões éticas, foram escolhidos apenas embriões inviáveis, com um par a mais de cromossomos, formados por uma fecundação acidental por dois espermatozoides. Eles são capazes de começar a se desenvolver, mas, se implantados, acabariam abortados naturalmente, antes de produzir qualquer coisa que lembre um feto humano.
Se você está achando tétrico, ainda não ouviu sobre os resultados. A equipe de Huang injetou 86 desses embriões com a CRISPR/Cas9. 71 sobreviveram, dois quais 54 foram testados geneticamente. Desses, apenas 28 tiveram seus genes modificados. Quase nenhum acabou com a sequencia correta – ao invés disso, mutações aleatórias ocorreram na maioria dos casos. Os embriões foram então descartados.
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Oficialmente descartados

Huang tentou publicar seus resultados nas publicações acadêmicas Nature e Science. Foi rejeitado por ambos, por razões éticas. Por ora, ele disse ter parado. “Se você quer fazer isso em embriões normais, precisa estar próximo de 100% [de sucesso]”, afirmou, em entrevista ao site da Nature. “Por isso paramos. Achamos que [a pesquisa] ainda está muito imatura”. Ainda segundo a Nature, existem quatro outros grupos de cientistas chineses fazendo o mesmo tipo de pesquisa.

Por: Fabio Marton.

http://super.abril.com.br/blogs/supernovas/2015/04/24/cientistas-chineses-editaram-dna-de-embrioes-humanos-nao-deu-certo/

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

4 Provas cientificas de que a televisão estraga sua vida 


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Estraga mesmo, mexe com seu cérebro e muda sua vida. E essas mudanças começam cedo, lá na infância, quando você mal consegue entender o que aquele pessoal da telinha tá falando. É o que garante a ciência… Dá uma olhada.
TRANSFORMA VOCÊ NUMA CRIANÇA PIORPalavra da pesquisadora Linda Pagani, da Universidade de Montreal, que coletou dados de 1,3 mil crianças. Quando os pequenos estavam com 2 anos e meio, a pesquisadora perguntou aos pais quanto tempo as crianças passavam em frente à televisão. E repetiu a pergunta quando eles estavam com 4 anos. Em seguida, mediu os índices de massa corporal (IMC)entrevistou os professores e analisou os hábitos saudáveis de cada um. E crianças fãs de tevê se saem pior em matemática, têm preguiça de exercícios físicosse comportam mal na sala de aula, comem mal, e são mais gordinhos. Não importa o conteúdo: só o ato de ver muita tevê aos 2 anos influencia sua vida mais pra frente.
DEIXA VOCÊ SEM FOCO…O pessoal da Universidade Estadual de Iowa descobriu que alunos que veem televisão 2 horas diariamente têm o dobro de chances de ser diagnosticado com problemas de atenção. Para chegar à conclusão, eles acompanharam o desempenho de mais de mil alunos da terceira a quinta série. E, sim, a tevê parece mudar o funcionamento do cérebro a ponto de deixar você bem mais desatento.
…OBESO…Não importa se você pratica ou não algum tipo de atividade física, ver muita televisão vai deixar você mais gordo. Pesquisadores da Universidade de Vermont pediram a 36 voluntários, todos acima do peso ou muito obesos, para usar um dispositivo de monitoramento de atividades por 6 semanas. Durante este período, 20 participantes foram obrigados a diminuir a quantidade semanal de tevê. Esses queimaram, em média, 120 calorias a mais por dia do que os outros – e sem fazer nem sequer um único polichinelo.
…E VIOLENTOOutros pesquisadores acompanharam por 17 anos a vida de 700 crianças. E descobriram que 22,5% das crianças que viam de duas a três horas de televisão por dia viravam jovens mais violentos: cometiam mais assaltos e brigavam mais nas ruas. Em contraste, só 5,7% das crianças que viam menos de uma hora diariamente viravam encrenqueiros.


O EFEITO DO ÁLCOOL NA ANTISSEPSIA

O álcool para ter seu potencial melhor aproveitado na antissepsia precisa ter exatamente 30% de água e o álcool comum possui cerca...